Quando nasci, o Yinglong apareceu no mundo e todas as feras prestaram reverência. Eu, que nasci com o feto de fênix, tive meu destino roubado por alguém e, desde então, tornei-me objeto de disputa ent
Eu, Cen Fangle.
Segundo os idosos da aldeia, no dia em que nasci o céu resplandeceu em brilho incomum.
As nuvens em chamas avermelharam metade do firmamento, e de longe vinha, em ondas, o som de cânticos budistas.
Minha mãe, que antes estava sentada no fogão de dormir jantando, deixou cair de imediato a tigela e os talheres, apertando o ventre de dor.
Na estrada estreita da aldeia ouviu-se um farfalhar sutil.
Só ao final se pôde ver com clareza: incontáveis raposas, ouriços, coelhos, ratos... todos os animais que podiam ser vistos na aldeia haviam corrido até a porta da minha casa e se prostrado no chão.
Sem se saber de onde, chegou um rugido de tigre, e de súbito um clarão dourado brilhou no meu pátio.
Um dragão alado, após dar uma volta em espiral, desapareceu sem deixar vestígios.
De dentro da casa veio o meu primeiro choro.
Meu pai arrastou meu avô para dentro às pressas e, ao olhar para o meu peito, viu uma marca de nascença vermelha, parecida ao mesmo tempo com um galo e um pássaro, com uma longa cauda.
Meu pai me tomou nos braços, examinou-me repetidas vezes e, com alegria no rosto, perguntou ao meu avô:
— Pai, isto é...
Meu avô, naquele instante, pensou no dragão alado que acabara de girar sobre o nosso pátio.
E murmurou:
— Fênix...
Meu pai abriu um sorriso de orelha a orelha, mal conseguia fechar a boca, e seus olhos pareciam querer se cravar naquela marca de nascença.
— Fênix, é a fênix! Pai, isto é uma grande bênção, é a fênix...
Mas meu avô manteve o rosto so