Houve quem duvidasse de Liu Anran, achando que ele não passava de um elemento perturbador no mundo do entretenimento. No entanto, os grandes nomes desse universo não o viam assim; para eles, ele era u
Sob o manto escuro da noite, algumas viaturas policiais passaram velozmente pela avenida, enquanto um Audi Q5 preto surgiu do meio das árvores à margem da estrada, como um fantasma, logo após os carros terem desaparecido. Embora já fosse meados de julho, e o verão daquele ano estivesse escaldante, em Ling, na província de Liao, não se sentia o abafamento típico da estação; bastava abrir a janela do carro para dispensar o ar-condicionado. Liu Anran baixou ainda mais o vidro, jogou um pedaço de papel para fora, marcado por um leve tom carmesim.
Ao chegar ao cruzamento, Liu Anran parou o carro lentamente, acendeu um cigarro e inspirou fundo. Caminhar para o leste significava ir ao encontro dos pais na cidade; para o oeste, era o caminho ao recém-inaugurado distrito turístico da Montanha dos Nove Dragões. O cigarro ardia em vermelho no escuro, ora iluminando, ora apagando, até que Liu Anran o arremessou para fora do carro, traçando um arco brilhante que explodiu em centelhas na borda da estrada. Com um giro leve no volante, o Audi seguiu rumo à Montanha dos Nove Dragões.
Ele queria ir ali para encontrar alguém, uma pessoa capaz de lhe mostrar o caminho quando tudo parecia perdido. Liu Anran era um homem de aparência distinta, considerado bonito, e, com os anos de experiência, transmitia uma aura de maturidade. O único senão era sua perna direita, levemente manca, e a roupa amarrotada que vestia, o que despertava certa desconfiança no jovem monge que o guiava.
“Não se preocupe, irmão, não sou uma má pessoa. Avise ao venerável Mingjian que Liu Anran veio visi