Não abandono as montanhas da primavera

Não abandono as montanhas da primavera

Autor: Cintilação
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O texto foi revisado e aprimorado várias vezes, sem erros ou omissões na versão oficial da Jinjiang. [Próximos lançamentos: “A Nova Imperatriz” e “Depois de Me Transformar no Papagaio da Minha Rival”

1 Colisão Reveladora

O sol mergulhava por trás das montanhas, bandos de corvos agitavam-se no crepúsculo, e raios dourados rompiam as nuvens, tingindo metade do céu. No interior dos pavilhões e jardins, Wei Zhen, com as vestes em desalinho, meio apoiada na beira da cama, despertava lentamente do desmaio.

A luz entrecortada dançava diante de seus olhos. Ela semicerrava as pálpebras e via, a sua frente, uma poça de sangue, onde jazia um homem caído. O sangue escorria incessante do corpo dele, formando um pequeno regato que avançava lentamente até a barra azulada de sua saia.

No ar, o efeito do entorpecente ainda não se dissipara. Wei Zhen, apoiando-se na testa dolorida, recordou o que ocorrera instantes antes: ela havia matado, sem querer, o homem diante de si.

Era o sexto filho do Imperador, Jingke.

Com o aniversário da Imperatriz-mãe se aproximando, todos os nobres e príncipes estavam no Palácio de Zhanghua para antecipar as celebrações. Wei Zhen, tendo exagerado no vinho durante o banquete, saíra sozinha para arejar-se, indo até o salão lateral. Não imaginava que alguém teria adulterado o incenso do recinto aquecido, e, ao entrar, logo sentiu o corpo entorpecido, a visão escurecida, desmaiando em seguida.

Quando recobrou um pouco a consciência, Jingke já estava a seu lado.

Meio mês antes, Jingke já tentara interceptá-la no palácio, demonstrando interesse. Sua fama de devasso era notória, e Wei Zhen, noiva do príncipe herdeiro, não desejava qualquer envolvimento, lembrando-lhe discretamente do noivado. Supunha que ele teria algum respeito, mas, inesperadam

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