As ondas negras se levantam, o navio a vapor forjado em aço extraordinário ruge, lançando-se em uma jornada rumo ao desconhecido. No fundo do oceano, onde as baleias tombam, as sereias do abismo entoa
Fronteira da vastidão desolada.
Cidade em ruínas de Sugg.
Uma ampla e iluminada sala de aula sob uma cúpula majestosa.
— Gunié, na sua opinião, o que é mais importante para um conjurador? — perguntou no púlpito a professora de disciplinas extraordinárias, Silael Porter, uma mulher de cabelos dourados e encaracolados, estatura altiva e pele alva.
Gunié Lawrence, rapaz de cabelos e olhos negros, pouco mais de dezesseis anos, vestindo uma camisa preta de gola alta, levantou-se com tranquilidade e respondeu com seriedade:
— Creio que, para um conjurador, o mais importante é aprender a fortalecer o corpo. Só assim se pode permanecer firme, e apenas mantendo-se firme é possível causar impacto.
Assim que pronunciou essas palavras, os mais de cinquenta aprendizes presentes na imensa sala de aula circular ficaram primeiro surpresos; em seguida, risadinhas começaram a se espalhar.
Logo, gargalhadas ecoaram por todo o recinto, contagiando cada canto com o bom humor.
Até mesmo a experiente Silael Porter não pôde evitar um sorriso contido.
Todos sabiam que, para um praticante das artes arcanas, o essencial era dominar poderosos feitiços e acumular vasto conhecimento extraordinário.
A opinião de Gunié — de que um conjurador deveria fortalecer o corpo — soava, de fato, bastante inusitada.
— Poderia expor brevemente seu ponto de vista? — Silael Porter não se apressou em refutar Gunié.
Afinal, todos os estudantes da Academia da Cidade em Ruínas de Sugg eram ainda jovens e inexperientes.
Mais tarde, quando fosse