O protagonista chega à dinastia Song do Norte e percebe que esta época é diferente da história que aprendeu. Aqui, há o Palácio Yang, sustentado por órfãos e viúvas, pois os homens são escassos. Exist
— Senhor, por favor, beba um pouco de água.
Uma tigela de porcelana branca, quebrada em metade, foi colocada diante de Lu Sen, inclinada. Apesar de danificada, estava muito limpa. A água dentro era límpida, transparente, com um sabor doce e fresco. Era água de poço.
Lu Sen reconhecia o aroma; quando era criança, costumava beber água doce de poço em sua terra natal. O sabor era incomparavelmente melhor do que qualquer água mineral ou destilada.
Pegando a meia tigela, Lu Sen tomou um gole. Sua garganta, seca ao extremo, finalmente sentiu alívio. Respirou fundo, sentindo-se confortável, e então olhou para a pessoa que lhe oferecera a água.
Era um mendigo.
Braços e pernas magros, pele escura e seca, olhos com reflexos amarelados doentios; todo o seu aspecto sugeria um quadro de desnutrição crônica. Vestia roupas velhas e rasgadas, de tom amarelo e negro, cobertas de remendos, provavelmente já passadas por várias gerações.
Apesar da aparência, o rosto do mendigo ainda era jovem, não devia ter mais de vinte anos. Curvava-se ligeiramente, e ao perceber o olhar de Lu Sen, exibiu um sorriso bobo de quem busca agradar, curvando-se ainda mais.
— Obrigado pela água.
Lu Sen devolveu a tigela.
— Não mereço agradecimento, senhor, não mereço! — respondeu o mendigo, sorrindo de modo ingênuo, recebendo a tigela com ambas as mãos, e recuando dois passos cuidadosamente antes de perguntar, hesitante: — Senhor, o senhor está precisando de alguém para fazer recados?
Lu Sen ficou um pouco surpreso, mas logo bateu no peito e sorriu: